Autor na Escola

As gatitas e os poderosos leitores

Jornalista e autor de diversos livros utiliza-se de recursos lúdicos para incentivar a leitura desde pequeno.
O auditório do Colégio Santo Antônio estava recheado de jovens “gatitas” (gatinhas) e poderosos meninos na sexta-feira. A definição quanto aos adjetivos direcionados ás crianças do Ensino Fundamental era do jornalista e escritor paulistano Wagner Costa, autor de livros destinados a eles e a adolescentes, e que participou de um bate-papo por meio do Projeto Autor da Escola, realizado pelo colégio. Usando de recursos lúdicos,  arrancou gargalhadas  da platéia, formada, em diferentes momentos, por diversos públicos – da Educação Infantil ao Ensino Fundamental.
Para as crianças, elogios como “gatitas”, poderosos e galãs serviram como aproximação. O resultado? Muitos livros – e abertos - nas mãos dos pequeninos, que manifestavam uma curiosidade ímpar para com as obras do autor.  “ O livro deve ser apresentado de uma maneira lúdica, porque a criança deve receber a leitura com alegria e não como imposição”, justifica o escritor.
Em cada autógrafo, novas brincadeiras. “Essa é a maior recompensa: poder despertar nos estudantes o gosto pela leitura. Viajo o Brasil inteiro e vejo o quanto os estudantes são motivados dessa maneira”, explica Costa.
A coordenadora Pedagógica da escola, Ana Solange Braun, diz que a proposta do Projeto Autor na Escola é fazer com que a literatura favoreça o entendimento da criança dentro de sua seriação.
Os livros de Wagner Costa foram trabalhados em sala de aula antes de sua passagem pelo colégio. “Os estudantes fizeram uma releitura, com produção textual, e os pequenos montaram um portfólio. Com a conversa diferenciada, de forma lúdica, eles aprendem mais e, com base na dramatização, é possível desenvolver de forma mais eficaz o conteúdo dos livros. É possível também falar sobre ética, relações e sobre tantos outros temas conforme a faixa etária”, explica Ana.
O projeto encerrou a Feira Pedagógica, que teve como tema o “Conhecimento, tecnologia e encantamento”. Houve exposição de trabalhos  e teatro. Além do conteúdo das disciplinas, foram exercitadas a parte artística e a questão da tecnologia. Ainda foram oportunizados, para visitação, espaços temáticos abordando diferentes assuntos, e a própria sala serviu de ambiente, onde foram mostrados os trabalhos de crianças até os 5 anos. Já para os maiores foram apresentadas temáticas conforme afinidade, como exposição de fotografias e de laboratório. Houve inclusive, teatro com a interpretação de Dom Casmurro, do 2º ano do Ensino Médio, que montou cenário dentro  de sala de aula.

 

 

 

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